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Dia Mundial do Ambiente   Para viver até aos 100 adopte uma abelha

No dia 5 de Junho os “Embaixadores da Biodiversidade” visitaram o Vale do Rio Sousa. A visita iniciou-se na Foz do Sousa, junto à antiga estação de captação de água, e permitiu aos participantes ficarem a conhecer um pouco melhor este corredor ribeirinho e algumas das espécies de fauna e flora presentes, como a gilbardeira (uma planta endémica da Europa), a toupeira-de-água (um pequeno mamífero ameaçado), a lontra, o lagarto-de-água, entre outras. Esta visita foi organizada pela Câmara Municipal de Gondomar e contou com a colaboração do biólogo, Nuno Gomes do Planeta Vivo. O roteiro integrou o programa do Dia Mundial do Ambiente 2010 do Programa das Nações Unidas para o Ambiente.
Embaixada da Biodiversidade

Natal em Serralves


Prémios Planeta Terra

No passado dia 4 de Julho os participantes no concurso “Planeta Terra” promovido pelo CRE_PORTO foram publicamente reconhecidos na cerimónia de entrega de prémios. Os grandes vencedores foram 6 grupos de alunos e professores da Escola de EBI de São Martinho do Campo (Santo Tirso), da Escola EB2,3 de Agrela (Santo Tirso), da Escola Secundária Infante D. Henrique (Porto) e do Externato de Santa Joana (Valongo). O júri seleccionou 6 trabalhos vencedores nas três categorias: desenho/pintura, criação plástica e texto. A categoria audiovisual não foi premiada. Os vencedores receberam um “Kit de Protecção do Planeta Terra” mas o grande prémio será um dia de confraternização e aventura no Geoparque de Arouca, a decorrer ainda no presente mês. Participaram no concurso “Planeta Terra” 128 grupos de alunos e foram apresentados a concurso 155 trabalhos. Estiveram directamente envolvidos 545 jovens e 58 professores de 21 escolas de vários municípios da Área Metropolitana do Porto. O concurso tinha como objectivo principal promover a pesquisa, a compreensão e a reflexão sobre o funcionamento do nosso planeta e o impacto humano no mesmo. Estava integrado na itinerância da exposição “Era uma Vez a Terra…” da Comissão Nacional da Unesco e do Comité Planeta Terra na Área Metropolitana do Porto.

 

Já não há dúvidas. Sem os serviços que a biodiversidade oferece às sociedades humanas, estas não têm capacidade de sobrevivência no médio prazo. Esses serviços da biodiversidade são prestados por várias espécies de seres vivos, pelos ecossistemas e pelos próprios genes (que permitem que as espécies se adaptem naturalmente a novas condições ambientais).

Um exemplo ilustrativo é o das abelhas. Elas são um elo muito importante das cadeias tróficas porque as plantas com flor dependem dos insectos para a polinização e as abelhas são um dos polinizadores mais eficientes que se conhece. Elas polinizam 90% das culturas comerciais do mundo, incluindo a maioria dos frutos e vegetais, entre os quais estão as maçãs, as cenouras, as abóboras, a alfafa usada na alimentação do gado e o algodão. O valor das abelhas para a economia global é de cerca de 31 biliões de euros (35% dos alimentos produzidos no mundo têm o seu contributo).

Um mundo sem abelhas seria um mundo com uma dieta humana sem carne, baseada no arroz e nos cereais. Seria ainda um mundo sem algodão (usado profusamente nos têxteis) e sem flores selvagens. Acarretaria ainda consequências graves para as populações de aves e de outros animais que estão na cadeia alimentar suportada pelas abelhas. Por exemplo, uma das mais bonitas aves da fauna portuguesa - o abelharuco - estaria condenado ao desaparecimento, porque se alimenta de abelhas, como o próprio nome anuncia.

De acordo com a Agência Ambiental Europeia as espécies selvagens de abelhas já estão extintas em vários locais da Europa. E agora, mesmo os apicultores estão a sentir o declínio nas suas colmeias. Um estudo da British Beekeepers' Association mostrou um declínio de 30% no inverno de 2007-2008, um desaparecimento de mais de 2 biliões de abelhas.

De acordo com a World Organisation for Animal Heath as principais ameaças parecem ser os pesticidas, parasitas e infecções bacterianas e virais, bem como um enfraquecimento geral por desnutrição e outros factores ambientais com causa humana, como as alterações climáticas. Bernard Vallat, director-geral da World Organisation for Animal Heath (www.oie.int) afirmou num recente comunicado que as “abelhas contribuem para a segurança alimentar global e que a sua extinção representaria um desastre biológico terrível”. A ameaça parece tão real que o mês passado o governo britânico lançou um projecto de 12 milhões de euros - Insect Pollinator Initiative - para estudar como parar a perda de insectos polinizadores, com destaque para as abelhas. Uma boa forma de adoptar uma abelha é criar-lhe um ambiente favorável no meio urbano, colocando floreiras nos terraços ou varandas, bem como reduzir a utilização de pesticidas na agricultura.

 
 
   
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